O livro narra a história de Liesel Meminger, uma garota que desde cedo é visitada pela desventura. Perde o irmão numa viagem de trem e em seguida a mãe. É adotada por um casal um tanto peculiar. A mãe é rabugenta e grande usuária de palavrões; o pai é atencioso, generoso e tocador de acordeão. Torna-se grande amigo e professor de Liesel.
De uma forma inteligente critica a insensatez da guerra. E, sobretudo, aborda temas importantes, como a amizade, a generosidade, a compaixão.
Escrito com extrema maestria, tem como narrador em primeira pessoa a morte, que diz verdades incontestáveis: “... o ser humano é contraditório. Um punhado de bem, um punhado de mal. É só misturar com água.”
Diz mais: “... constantemente superestimo e subestimo a raça humana... raras vezes simplesmente a estimo”. O ser humano é capaz da beleza e da brutalidade.
Zusak, Markus. A menina que roubava livros. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2007.
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